História do Município

por Interlegis — última modificação 19/04/2022 13h21

 

A ORIGEM:

No começo do século passado, mais ou menos na década de 1930, muitas pessoas vieram para a nossa região em busca de terras para morar, trabalhar e viver com suas famílias. A história de nossa cidade começou com essas pessoas, que derrubaram matas, abriram estradas, construíram casas com madeiras, barro, folhas de árvores e muita força.

Na verdade, o início de tudo aconteceu na divisa de duas fazendas:
A Fazenda Parisi e a Fazenda Marco.
Do lado direito da cidade (onde hoje está a Prefeitura Municipal) ficavam as terras dos irmãos Parisi: o senhor Aurélio, Luiz Fioravante e Joaquim Parisi. A propriedade que ficava do lado oposto (na parte em que está a Capela Nossa Senhora Aparecida) era a Fazenda Marco, do senhor Marco Gabriel da Silva.


FUNDAÇÃO DO POVOADO:

Com o passar do tempo, esses fazendeiros venderam pequenos lotes para algumas pessoas, que construíram as primeiras casas e abriram as primeiras portas do comércio. Surgiram duas Vilas: a Vila Parisi e a Vila Marco. Na Vila Marco, foi construída a Igreja Nossa Senhora Aparecida, e na Vila Parisi a Igreja de Santo Antônio.

Como o desenvolvimento foi maior do lado da antiga Vila Marco e a Igreja Nossa Senhora Aparecida era muito pequena para receber os fiéis, os moradores resolveram se unir para aumentar o espaço usado para as celebrações dominicais, na única Praça da Vila, no ano de 1945. Em meados da década de 1940, a cidade ganhou a sua primeira escola: o Grupo Escolar de Parisi, hoje Escola Estadual Cecília Meireles.


CRIAÇÃO DO DISTRITO:

Em 24 de dezembro de 1948, a VILA PARISI, através da Lei Estadual nº 233, é elevado a categoria de Distrito, com terras desmembradas do Distrito de Alvares Florence, subordinado ao município de Votuporanga.

O comércio pouco se modificou até os fins da década de 1960:
A venda do Belucci, do Seu Martins, do Seu Ângelo Zarpelão, o Bar do João Velho, a Padaria do Capachiti, o Bar do Venâncio Bortolaia, a Sorveteria dos Parisi, as Barbearias do Zé Jordão e do Benedito da Silva, as Máquinas de Benefício dos Pedrazzi, dos Mazzo.

Na década de 1970, a cidade já contava com algumas centenas de casas. O comércio era quase o mesmo, com algumas mudanças, como a sorveteria do Nilton Bonfatti, as barbearias do Zé e do João Barbeiro, a sapataria do Mané, a Mercearia Bento, o Minimercado Amigão, a Farmácia do Seu Hélio, a Cerealista, o Banco, a Máquina de Beneficiamento de Arroz, o Posto de Gasolina Parisi.


CRIAÇÃO E EMANCIPAÇÃO DO MUNICÍPIO:

Em 1989 o senhor Alzimiro Brantis criou a Comissão Emancipadora de Parisi e deu início ao processo de Emancipação que terminou em outubro de 1991, quando os moradores do então Distrito de Parisi, foram às urnas e votaram, em maioria, pela mudança de Parisi para Município.

Em 30 de dezembro de 1991, através do Decreto Lei Estadual nº 7644, o Distrito de Parisi é elevado à categoria de Município, desmembrado de Votuporanga.

No ano seguinte aconteceu a primeira eleição para prefeito e vereadores. O prefeito eleito foi Alzimiro Brantis e Antônio Prette [conhecido por Belinha como seu vice.

Os vereadores eleitos foram:

Esmeraldo Fedoce;
Aparecido Carrasco Pereira;
Aparecido da Silva;
Ivair Gonçalves dos Santos;
Natalino Alves Cardoso;
Genésio Francisco dos Santos;
José Luiz Parizi;
João Élio Ventura;
Nivaldo Hernandes.

Prefeito Municipal: Alzimiro Brantis,
casado com Walkiria Carlos da Silva.

Vice Prefeito: Antônio Prette.


A CONQUISTA DA CASA PRÓPRIA:

"Emancipar é como conseguir sua casa própria, depois de ficar pagando aluguel".

Esta frase, dita por uma cidadã de Parisi, dona Marli Aparecida Alexandre Pinhel, casada com o pecuarista e militante político Anísio Pinhel, resume o sentimento do povo ao conseguir a emancipação de sua cidade. Os dois se recordam bem do movimento que culminou com a emancipação de Parisi, pois participaram ativamente dele.
Saíamos de casa em casa pedindo o apoio da comunidade lembra Anísio. A ideia sempre foi bem recebida. A população queria mesmo se emancipar, porque vivíamos dependendo de Votuporanga e não recebíamos nada, afirma.


O NOME PARISI:

O nome Parisi tem origem na família que fundou a cidade. Muitos de seus descendentes ainda vivem no município e remetem à burocracia o fato de existirem grafias diferentes para um mesmo nome: "isso é erro de cartório", garante o prefeito eleito em 1996, Antenor Parise. Segundo ele, na cidade podem ser encontradas pessoas da mesma família chamadas Parisi, Parise e até Paríze. Na opinião do seu prefeito, Antenor Parise a emancipação é muito importante - o distrito se desliga da sede, não fica mais implorando.

Como vereador da Câmara Municipal de Votuporanga de 1983 a 1988, Parise é testemunha de que era uma luta conseguir alguma coisa para o distrito:

"A gente pedia, mas não conseguia nada, não tinha nem posto de saúde por aqui".

Enumerando as vantagens da emancipação, Parise afirma que só com administração própria foi possível expandir a rede de água para quase toda a cidade, asfaltar setenta por cento de suas ruas e dispor de duas ambulâncias para a comunidade.

"Já temos uma escola estadual de primeiro e segundo graus e vamos construir uma escola municipal. Já adquirimos um caminhão para carregar terra, uma moto-niveladora, uma retroescavadeira e vamos construir o novo posto de saúde, orçado em noventa mil reais. A grande meta do prefeito é a instalação de um distrito industrial em Parisi, para gerar receita e, principalmente, emprego: já funciona aqui um laticínio, que recebe quinze mil litros de leite por dia e produz queijo. Estamos negociando a vinda de duas indústrias de móveis. Nosso objetivo é a instalação de uma indústria por ano, pelo menos. Para isso, a Prefeitura de Parisi oferece cinco anos de isenção de impostos municipais (ISS e IPTU), escritura definitiva depois de três anos de funcionamento e o barracão construído".

Mas o que não tem faltado no novo município é criatividade para atender à população:
É o caso, por exemplo, de dois ônibus para Votuporanga, à disposição de seus habitantes, que partem da praça central em diversos horários. Detalhe: a passagem é gratuita.

Parisi é uma cidade que tem festas tradicionais: a Festa do Peão e a Feira Agropecuária. Outro evento importante é o encontro de Bandeiras de Reis, que acontece em agosto, durante a Semana do Folclore e tem como destaque a Companhia Estrela do Oriente, criada em 1993.
Mas a principal é a Festa de São Sebastião de Parisi, em homenagem ao padroeiro da cidade, que é realizada há treze anos, sempre no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, seguindo a tradição iniciada por um antigo morador de Parisi, o senhor Pedro dos Santos. E todo ano, nessa data, a rua Dr. Fernando Costa fica toda enfeitada para o desfile de animais, charretes e carros de boi. Durante o desfile, o padre benze animais e cavaleiros. A festa ainda conta com a celebração de uma missa sertaneja, toda cantada.

 

ESTE TEXTO É DE AUTORIA DO ENTÃO
DEPUTADO EDINHO ARAÚJO,
AUTOR DA LEI 651/90 DAS EMANCIPAÇÕES.

Gentílico: Parasiano